20 de julho de 2010

Um dia repetimos

Gostava de saber porque é que os nossos sentimentos não são levados pelo vento, assim que a nossa relação com aquela pessoa acaba.
Não consigo mesmo perceber porque é que continuamos a gostar da pessoa que nos faz mal, que nos faz acreditar em tudo e depois dá-nos simplesmente nada, aquela pessoa que nos diz claramente ‘NÃO QUERO NADA CONTIGO!’, aquela para quem nós pura e simplesmente deixamos de ter importância.
Estes motivos deveriam ser mais do que suficientes para nos desligarmos em corpo e alma de tais indivíduos.
Mas na verdade, não é isso que acontece (e eu falo por mim).
É dessa pessoa que continuamos a gostar. É com ela que continuamos a sonhar. É dela que esperamos uma palavra, um gesto, um carinho a qualquer momento. Pensamos em tudo, mesmo sabendo que no fundo já não vamos ter nada.
Será que quando gostamos verdadeiramente de alguém, somos consumidos por algum vírus?
Eu, sinceramente acho que tenho um dentro de mim e que me está a consumir aos bocadinhos a cada dia que passa. Um vírus para o qual ainda não descobri a cura.
Mas como sou feita de sonhos e por muito difícil que seja concretizá-los novamente, a verdade é que quando gostamos imenso de alguém e nos afastamos, temos por vezes (pelo menos) mais uma oportunidade para tornar realidade (again), aqueles momentos que por muito tempo que passe não conseguimos esquecer, daí que convém não os desperdiçar.
Eu vou tentar não desperdiçar os meus.

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