Geralmente preciso de pouco tempo para ficar com uma boa primeira impressão geral das pessoas. Modéstias à parte, raramente me engano ou descubro que afinal a pessoa é algo completamente diferente daquilo que me tinha transmitido inicialmente. Ontem descobri que me enganei, o que foi um choque para mim. Não pelo facto de me aperceber que o meu método infalível afinal não é assim tão perfeito, mas por ser com a pessoa que foi – um homem que literalmente transpirava confiança por todos os poros – sem ser arrogante ou convencido, sem mostrar confiança a mais, sem exageros teatrais que poderiam levar a pensar que é precisamente o oposto. Apenas um exemplo perfeito de uma pessoa completamente equilibrada e segura de si mesma, das suas capacidades e que tem uma noção perfeita do furor que me causou - era essa a minha ideia dele.
Mas é precisamente quando um homem desses se vira e me diz: não gosto das tuas atitudes, que eu percebo que andei a gastar o meu tempo a mostrar aquilo que SOU, sempre fui e ele meramente não percebeu.
Ao ‘descobri-lo’ não fui capaz de perceber que a mente dele se vira, só e exclusivamente, para o que lhe agrada e que quando alguma coisa lhe corre ao contrário do que esperava, desata a pensar milhões de disparates, a julgar-me e esquece-se daquilo que realmente sou, do que sempre fiz por ele e do que voltaria a fazer, assim quisesse.
Odeio o facto de ele não ver o que é (e que sempre foi), claro. Nunca fiz questão de lhe esconder nada. Nunca fiz nada que pudesse pôr em causa a nossa relação, muito menos a nossa amizade. Nunca fui capaz de pôr nada nem ninguém à frente dele. As opções que fiz (e que hoje sabe Deus se não foram as erradas) tiveram sempre em conta o respeito e a admiração que tenho por ele.
Se é verdade que me dói (..e dói muito) saber que ele não pára para pensar um bocadinho e só me julga porque é o que lhe convém, também é verdade que não me consigo desfazer dele.
Mas a minha paciência está a chegar ao fim. Não estou a conseguir mais. Estou cansada de tentar mudar um bocadinho aquilo que ele teima continuar a ser e a não ter resultados.
Qualquer dia, vai querer saber de mim e já vai ser tarde, garanto que vai ser tarde!
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