A história fala de um rapaz que ia todos os dias, ao fim da tarde, brincar com uma Menina do Mar. Apaixonaram-se, e ele tentou fugir com ela dentro de um balde, mas os polvos apanharam-no e quase o sufocaram. Quando acordou, a Menina desapareceu e todos os dias ele ia à praia à procura dela, até que uma gaivota lhe levou uma poção que lhe permitia ir ao fundo do mar, à procura dela. Então, o rapaz mergulhou e atravessou os oceanos nas barbatanas de um golfinho, viajou sessenta dias e sessenta noites até chegar a uma ilha onde voltou a encontrar a Menina e os seus amigos, o polvo, o caranguejo e o peixe. E o rapaz ficou lá para sempre com ela e, segundo o Rei dos Mares, desde que ele chegou, a Menina nunca dançara tão bem… Eu também sou esta Menina do Mar, também choro e danço mal quando tenho saudades de quem gosto, mas não há nenhum Rei dos Mares que me mande vir o meu rapaz, nem o rapaz que se apaixonou por mim larga o seu mundo para vir para a minha ilha. O meu rapaz tem um mundo só dele, e vou aprender, de uma vez por todas, a respeitar isso.
Ele trouxe à minha vida uma luz que me faz sentir uma pessoa diferente, como se emprestasse à minha existência uma dimensão totalmente nova, mas até que ponto isto é mesmo real, e não um sonho adolescente que vou alimentando à custa da minha sanidade mental, porque simplesmente não consigo reconhecer a ideia de viver sem ele??
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