Ir aos pares à casa de banho - É a mania feminina que mais transtorna os homens, porque têm um ego do tamanho do mundo e acham que assim que os vemos pelas costas desatamos a dizer mal deles, acham que não temos nada mais interessante que fazer na vida e no caminho para a sanita do que falar deles. Tristemente, na maioria das vezes vai-se aos pares à casa de banho em completo silêncio. É sempre bom ter alguém para nos segurar a mala e o casaco do lado de fora. Ou para nos orientar no caminho de volta. Ou porque, basicamente, em podendo é sempre mais divertido fazer o que quer que seja com companhia.
Ter malas grandes onde não encontramos nada - Uma coisa que nenhum homem percebe é a necessidade feminina de andar com a casa atrás enquanto eles só precisam do cartão de crédito e das chaves. Claro que depois quando lhes dói a cabeça faz-lhe jeito um comprimido, quando precisam de um lenço de papel pedem à mulher, quando têm fome é a mãe que traz o lanche, e quando querem assentar qualquer coisa gritam: "alguém tem uma caneta e um papel?' e esse alguém nunca é um homem. A moda até pode ditar malas do tamanho de uma salsicha, o problema é que numa salsicha só cabe o telemóvel, portanto continuamos a carregar o saco do Pai Natal e a passar dez minutos em frente à porta de casa à procura das chaves e a pensar por que é que ainda não se inventaram as malas com forro verde-fosforescente onde fosse mais fácil dar com o telemóvel e a carteira. Entretanto dizemos sempre: nunca encontro nada nesta mala, vou deitar a mala fora. Escusado será dizer que a culpa é sempre da mala.
Passar uma hora no banho - É verdade que agora toda a gente nos incita a poupar água, mas também é verdade que há poucas tristezas que um banho não cure. É no banho que pensamos na vida, que não pensamos na vida, que espalhamos uma máscara de pepino e ‘apagamos'. A população feminina está solidária com o Arquimedes, que, se estão lembradas, estava no banho quando gritou eureka, não estava ao computador. Não sabemos se estava também com uma máscara desincrustrante de pepino, mas não é difícil imaginá-lo com um patinho de borracha.
Ter Barbies no armário - E então? Qual é o mal? Há quem tenha esqueletos, nós temos bonecas. Ou caixas de música que já não tocam ou têm a bailarina partida. Ou aquele urso que o 'Luis' nos ofereceu quando tinhamos 12 anos e que diz: "Crazy for you." Isto não significa que ficámos encalhadas nos 12 anos, significa apenas que as mulheres não têm de renegar a sua infância para se tornarem adultas, como os homens.
Ir ao ginásio vestida de cor de rosa - As verdadeiras adeptas costumam ir maltrapilhas, com umas calças usadas e lavadas mais de quinhentas vezes e uns ténis de sola quase careca de que já nem se vê a cor, mas há uma nova geração de desportistas-chiques que levam o top a combinar com as calças e os ténis da cor do elástico e a garrafa de água da cor dos ténis, que são daqueles com molas transparentes no calcanhar. Enfim, se nos faz felizes e nos ajuda a não ficar em casa todas as noites a ver a telenovela, por que não? xD
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