30 de outubro de 2010

Ligações

Há certas coisas que mexem connosco e nos fazem pensar. Pessoas, palavras soltas, ou apenas frases que lemos num sítio qualquer. Podem até ser simples sorrisos que nos fazem recordar momentos especiais passados com alguém. São músicas, objectos, fotos ou mesmo pedaços de papéis que nos contam a história de algo passado. Surpreendo-me como por vezes são mínimas as coisas que despertam um sorriso sincero ou fazem correr uma lágrima pelo rosto, ao perceber que acabámos por perder algo que não queríamos. Mas a realidade é essa – por algum ou outro motivo, ao longo da vida perdemos pessoas. Com essas pessoas esvaem-se momentos, situações, palavras e vivências. Um sem número de detalhes que nunca quisemos perder, e que julgávamos ser daquelas coisas que duram para sempre. Cheguei à conclusão que “para sempre” é muito tempo. Para sempre ficam apenas as palavras e as promessas. Entretanto simplesmente desaprendemos a falar. Perdemos a ligação. O tempo vai passando, até que um belo dia nos perguntam se está tudo bem como se nada fosse, esquecendo um passado bem recente. Devia estar tudo bem quando duas pessoas deixam de se falar...? Está, sim. Está tudo óptimo, tirando o facto que a conversa vai continuando com assuntos que não levam a lado nenhum.
Por muito insensíveis e “desligados” que sejamos, há palavras que em determinados momentos mexem connosco. Há pessoas cujos carinhos atingem como balas. Há “ligações” que não se esquecem, mas deixam um vazio...Por nos lembrarem palavras que um dia fizeram sentido e agora já não fazem. Por nos fazerem evocar momentos que já não queremos evocar. Por nos levarem a recordar sentimentos, alegrias e sorrisos que não voltam nunca mais. Por nos lembrarem que a vida segue sempre para a frente e não volta atrás.

Por vezes esticamos demasiado a corda, outras simplesmente cortamos a ligação. Mas uma coisa é certa - mesmo passado muito tempo, há pessoas que por alguma estranha razão continuam a mexer connosco. Porque na realidade.. Há coisas que não se esquecem!

16 de outubro de 2010

16 de Outubro de 2009

A todos os seguidores deste blogue, proponho um pequeno exercício.


Ouçam esta música, mas de phones nos ouvidos (há quem diga que é uma maneira de sentirmos as músicas bem cá dentro), deitam-se na vossa cama, apaguem as luzes e ponham-se a pensar no que, provavelmente, estariam a fazer no dia de hoje, mas há precisamente um ano atrás. Sim, recuem um ano nos vossos pensamentos e reflictam sobre a vossa felicidade.
São tão felizes hoje, como o eram há um ano atrás?
E o que fizeram durante todo o ano até aqui? De que é que serviu?
Se pudessem, mudariam alguma coisa?
Muitos de vocês, hoje, sabem o que é, realmente, a felicidade?

Há questões complicadas não há? Pois…

9 de outubro de 2010

Ciclos

Fartei-me de girar sempre à volta do mesmo assunto e de ficar como se estivesse pendurada num precipício sem saber se caía ou se alguém me puxava para cima.

Ontem dei início a mais uma fase. Começo realmente a detestar esta palavra, ou melhor, o significado que lhe está subjacente – mudança. Toda a mudança implica algum descontrolo inicial (ainda que ligeiro), todo o descontrolo obriga-nos a procurar um ponto de equilíbrio e todo este processo é, por sua vez, demorado. Assim que nos adaptamos...vem uma nova fase e começa tudo desde o princípio. Fases, fragmentos, pedaços, capítulos...o nome é irrelevante. O essencial é que a vida é feita disso. Divide-se em ciclos, em altos e baixos mais ou menos acentuados, mais ou menos prolongados, sendo que nós somos o resultado de todo este processo. E eu quero, de uma vez por todas, acabar com o ciclo que foi a minha vida durante todos estes meses. Não o quero apagar, não isso não. Nem conseguiria. É algo que tem raízes em mim. Está em todo o lado. Mas agora, agora está na altura de o pôr de parte e partir para uma nova era.
Um novo caminho..Um novo nome…

3 de outubro de 2010

Haverá o dia ??

Estou para perceber porque é que as coisas mais simples conseguem ser, simultaneamente, as mais difíceis de concretizar.
Ainda tenho montes de desejos na agenda, e assombra-me o medo de não os realizar...

2 de outubro de 2010



Já não tenho mas lutei, tentei ter...

16 de setembro de 2010

Cabeça ou Coração ?

Apetece-me pegar no telefone ligar-lhe (acho que não tenho nada a perder). Dizer-lhe que tenho saudades dele, que ninguém me fazia tão feliz, que os meus dias são secos, frios e áridos, sem oásis nem miragens, sempre que não estamos juntos. Pegar no telefone e ligar-lhe. Se ele não atender, deixo-lhe uma mensagem. Ou então escrevo-lhe uma mensagem (outra vez) a dizer que quero e preciso (mesmo) estar com ele mais uma vez. Não me posso é alongar nem elaborar, os homens nunca percebem o que queremos deixar cair nas entrelinhas. Tenho de ser clara, directa, incisiva.
Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não perder tempo é fatal: vou pegar no telefone e vou ligar-lhe. Mas não tenho a certeza se ele me vai ouvir, não tenho a certeza se ele me pode ajudar, não tenho a certeza se ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda goste de mim. Mesmo que já não me ame, que ainda goste de mim, como eu tento aprender a gostar dele. Ele está longe, mas será que olha por mim por entre memórias, presentes e fotografias? Não sei se viverei para sempre nele, tal como ele vive em mim, na memória das minhas células, num passado que pode ser o meu escudo, mesmo que não seja o meu futuro.
Vou pegar no telefone e vou ligar-lhe. Falar com ele de coração aberto, dizer-lhe que o quero ver, chorar se for preciso, pedir-lhe que me diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que me custe, pedir-lhe para me escrever a palavra NÃO.
Vou pegar no telefone e ligar-lhe. Ligar as vezes que forem precisas até conseguir uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejo ouvir...

Na realidade apetece-me isto e muito mais.
Mas, será que é certo o que quero (tanto) fazer?